Por que é tão importante treinar antes de realizar o procedimento no paciente?

por Patrícia Ribeiro dos Santos

Avanços tecnológicos do século 21 tem grande impacto no desenvolvimento de dispositivos médicos que estão contribuindo para uma vida mais saudável, mas que trazem consigo um novo desafio: ensinar os médicos a usar essas tecnologias que frequentemente estão além das habilidades ensinadas nas faculdades de medicina. Por isso treinamento inadequado ou a falta dele pode fazer com que  os pacientes sejam privados dos benefícios potenciais dessas tecnologias, gerando risco de serem prejudicados por dispositivos criados para beneficiá-los.

Em um passado recente, um cirurgião precisava realizar de 10 a 20 casos para obter proficiência em um novo procedimento. Mas, à medida que a complexidade da tecnologia utilizada para realizar tais procedimentos aumentou, esse número passou para 50 a 100 casos. O sistema atual de treinamento cirúrgico está começando a mostrar rachaduras, já que até 30% dos residentes de pós-graduação em cirurgia geral são incapazes de operar de forma independente.


Um relatório da Organização Mundial da Saúde que analisou os desafios do aumento da complexidade na tecnologia médica observou que o treinamento inadequado e as curvas de aprendizado mais longas são os principais motivos dos eventos adversos relacionados às novas tecnologias. Portanto, é essencial que tomemos medidas rápidas para melhorar o treinamento, a avaliação e a coordenação das equipes cirúrgicas. Se não resolvermos problemas relacionados a treinamento e avaliação, podemos atrasar ou até invalidar as promissoras tecnologias médicas emergentes. Diversos centros de treinamento oferecem soluções inovadoras para permitir o aprendizado de tais procedimentos, respeitando a curva de aprendizado individual e mantendo seguros médicos e pacientes.


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