CORONAVÍRUS: como acabar com a transmissão?

por Prof. Dr. Miguel Nácul

CORONAVÍRUS: COMO ACABAR COM A TRANSMISSÃO?
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) através do seu diretor-geral, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, comentou na última semana, que apesar de existir uma rápida escalada nas medidas de distanciamento social, ainda não se verifica um aumento suficiente na realização de testes, isolamento e rastreamento de contatos do Corona vírus, que seria a espinha dorsal da ação contra a pandemia.


Embora se reconheça que as medidas de distanciamento social podem ajudar a reduzir a transmissão e permitir que os sistemas de saúde lidem melhor com a demanda e que as medidas de higiene pessoal podem reduzir o risco de infecção, estas condutas, por si só, não são suficientes para extinguir essa pandemia. "É a combinação que faz a diferença", enfatizou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ele disse que todos os países devem adotar uma abordagem abrangente. "A maneira mais eficaz de prevenir infecções e salvar vidas é romper as cadeias de transmissão. E para fazer isso, você deve testar e isolar", observou. O Dr. Tedros acrescentou que "não podemos parar esta pandemia se não soubermos quem está infectado". "Temos uma mensagem simples para todos os países: teste, teste, teste", reiterou. Ele disse que todos os casos suspeitos devem ser testados e, se apresentarem resultados positivos, isolados. Pessoas que estiveram em contato próximo até 2 dias antes do desenvolvimento dos sintomas do paciente positivo devem ser testados, ressaltou o Dr. Tedros. Cabe dizer que a OMS, até o presente momento, recomenda testar contatos de casos confirmados apenas se eles apresentarem sintomas do COVID-19.


A OMS recomenda que todos os casos confirmados, mesmo os leves, sejam isolados nas unidades de saúde, para evitar a transmissão e fornecer cuidados adequados. "Mas reconhecemos que muitos países já excederam sua capacidade de atender casos leves em unidades de saúde dedicadas", acrescentou o Dr. Tedros. Nessa situação, ele disse, os países devem priorizar pacientes mais velhos e aqueles com condições subjacentes. Segundo o Dr. Tedros, outra opção é isolar e cuidar de pacientes com doenças leves em casa. No entanto, cuidar de pessoas infectadas em casa pode colocar outras pessoas na mesma casa em risco; portanto, "é fundamental que os prestadores de cuidados sigam as orientações da OMS sobre como prestar cuidados da maneira mais segura possível", afirmou.

 
Referência:https://experience.arcgis.com/experience/685d0ace521648f8a5beeeee1b9125cd

FONTE: WHO