Dia do Médico: Dr. Miguel Nácul fala sobre a profissão e futuro da Medicina

por Viva Comunicação

O coordenador médico do Instituto Simutec, Prof. Dr. Miguel Nácul, é o entrevistado neste Dia do Médico. Cirurgião geral e especialista em cirurgia do aparelho digestivo, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (Sobracil), coordenador de cursos e programas de treinamento e aperfeiçoamento para graduandos, residentes e profissionais, ele fala ao Instituto Simutec sobre a profissão e futuro da Medicina.

O que é fundamental para ser médico na atualidade?
“O gargalo para entrada em uma Faculdade de Medicina hoje no Brasil é muito estreito, em especial naquelas mais tradicionais. Assim, uma formação intelectual sólida e muita preparação para os exames de admissão são fundamentais. Porém, pensando em outra perspectiva, para ser médico é necessário ter paixão e vocação para esta atividade profissional e entender a importância do médico no contexto social do nosso país. Entender que a medicina não é somente uma forma de ganhar dinheiro, mas sim auxiliar pessoas, contribuindo diretamente na vida humana tanto individualmente como coletivamente”.

O que a Medicina significa para ti?
“Uma vida, uma paixão, uma atividade que muito me orgulha, dignifica, satisfaz e me completa como cidadão”.

Como vês as perspectivas de futuro para a profissão?
“No Brasil, o futuro da Medicina depende diretamente do modelo que queremos de país. Em um país liberal, progressista e democrático, as oportunidades profissionais crescerão, em especial nas áreas que envolvem alta tecnologia. No entanto, é necessário criar estímulo para determinadas áreas que tem sido evitadas pelos novos médicos, prejudicando o atendimento das populações”.

Como a tecnologia impacta a atividade, que mudanças trouxe e trará?
“O futuro da Medicina está diretamente relacionado a implantação de novas tecnologias. Apesar de inicialmente determinarem maiores custos no atendimento, contribuem na melhora do atendimento, tanto em termos diagnósticos como terapêuticos, este com ênfase em procedimentos cada vez menos invasivos ou não invasivos. A utilização de sistemas de informação, telemedicina, inteligência artificial e sistemas robóticos vão ter uma importância cada vez maior no trabalho do médico. O profissional que não entender esta realidade e não se qualificar para isto ficará atrasado na profissão”.

Como professor, qual tua prioridade junto às novas gerações de médicos em formação?
“Resgatar a importância da relação médico-paciente, da qualificação profissional continuada, da importância e relevância social do médico, desenvolver espírito crítico e estimular a formação de novos professores”.

Dá um conselho ou dica para os jovens que sonham em seguir a carreira.
“Quem quer ser médico deve sempre pensar, em primeiro lugar, no paciente e em fazer diferença como cidadão. Deve buscar qualificação profissional continuada. Deve fazer da sua atividade profissional um prazer e não focar tão somente na remuneração como fator decisivo na carreira. Por fim, o médico deve também investir na sua qualificação intelectual, ler muito, desenvolver a sua mente além dos limites da profissão”.